Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Anthony van Dyck, Cristo coroado de espinhos [detalhe], por volta de 1620, domínio público, Wikimedia Commons

Jesus é coroado de espinhos

1. “E os soldados, tecendo de espinhos uma coroa, lh’a puseram sobre a cabeça“. É um mistério de dor. Os espinhos fortes e agudos, cravados à força na cabeça, a parte mais sensível do corpo, e causando dores indescritíveis, fazem correr o sangue pela face toda desfigurada. A profecia de Isaías cumpre-se à letra: “Desde a planta do pé ao alto da cabeça não há nele parte sadia”. Não serás capaz de nenhum sacrifício por esse teu Deus? Pondera a palavra de São Bernardo: “É uma vergonha sermos nós membros delicados no corpo da Igreja, quando Jesus, sua cabeça, está coroado de espinhos”

2. A coroação de espinhos é um mistério de humilhação. Fazem do grande Deus um rei de comédia, que entregam à irrisão pública. Ridicularizam a coroa real que lhe era devida; colocam-lhe na mão uma cana por cetro e sobre os ombros, depois de o terem de novo despido cruel e desavergonhadamente, um manto de púrpura. Ajoelham-se e dizem, por zombaria: “Deus te salve, rei dos judeus” E Jesus sofre resignadamente. Quanto amor! Conforma teus sentimentos e atos com tão precioso ensino.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico