O Revmo. Sr. Padre José Maria – Priorado S. Pio X, Lisboa no Domingo da Sexagésima – explica que as consagrações episcopais na FSSPX não nascem de espírito de rebeldia, mas de um estado de necessidade na Igreja, segundo o princípio clássico do direito canônico: a salvação das almas é a lei suprema (salus animarum suprema lex).
Ele sustenta que, diante da crise doutrinal, litúrgica e moral que se seguiu ao Concílio Vaticano II, muitas almas ficaram privadas da formação segura na fé de sempre e da liturgia tradicional que santificou gerações. Assim, para que não faltem os sacramentos — especialmente a Confirmação, a Ordem e a consagração dos santos óleos — são necessários bispos que garantam a continuidade do sacerdócio católico na linha da Tradição.
Segundo ele, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por Marcel Lefebvre, não deseja criar uma igreja paralela, mas permanecer no que a Igreja sempre ensinou e praticou, assegurando às almas os meios ordinários de salvação. As consagrações, portanto, seriam um ato de prudência sobrenatural e de caridade pastoral, visando conservar intacta a fé católica, o Santo Sacrifício da Missa tradicional e a transmissão apostólica do sacerdócio.
Fonte: FSSPX Portugal
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Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico