1. “Nisto conhecerão todos os que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”. Jesus, prescrevendo o amor ao próximo, acrescenta: “Assim como eu vos amei, amai-vos também mutuamente”. Ele nos amou sem limites; assumiu nossa culpa e pena, sofrendo e morrendo por nós, prolongou sua vida na terra, por nosso amor, no Santíssimo Sacramento do Altar.
Amas assim? Sujeitas-te a sacrifícios por amor do próximo? Amas, a todos ou só, como os pagãos, aos que te fazem bem?
2. Há outra norma para o mútuo amor: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
Como te amas a ti? Só por dias e semanas? Fria e indiferentemente? Não! Foges do mal e aspiras ao bem. Faze o mesmo quanto ao próximo. Preserva-o de infelicidades quanto estiver em tuas forças, e trabalha por seu bem-estar temporal e espiritual. O motivo para tal amor, longe de ser a sensualidade, deve ser o preceito e o exemplo de Deus. Nota bem que se trata não de um conselho que Deus dá, mas de um mandamento, por cuja observância responderás no tribunal do Juiz eterno.
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico