Vejo, ó minha Mãe Santíssima, as graças que me tendes obtido, e a ingratidão com que vos hei respondido. O ingrato é indigno de novos benefícios; contudo não perco por isso a esperança na vossa misericórdia. Poderosa advogada minha, tende compaixão de mim: vós sois a dispensadora de todas as graças que a nós tão miseráveis concede o Senhor; e se Ele vos fez tão poderosa, rica e boa, é para que nos socorrais. Quero salvar-me. Entrego nas vossas mãos a minha salvação eterna, confio-vos o cuidado da minha alma. Quero ser inscrito no número dos vossos servos mais dedicados; não me lanceis de vós. Andais à cata dos desgraçados para os socorrer; não abandoneis então um pobre pecador que a vós recorre. Falai em meu favor: o vosso Filho faz tudo o que lhe pedis. Tornai-me sob a vossa proteção: basta-me isto; porque, se me protegeis, não temo coisa alguma: não temo os meus pecados, porque me obtereis o perdão deles, assim o espero; não temo os demônios, porque sois mais poderosa do que todo o inferno; não temo enfim nem ao próprio Jesus, o meu soberano Juiz, porque basta uma oração vossa para aplacá-lo. Protegei-me, pois, ó minha Mãe, e alcançai-me o perdão dos meus pecados, o amor de Jesus, a santa perseverança, uma boa morte e finalmente o paraíso. Verdade é que não mereço estas graças; mas se as pedis para mim ao Senhor, ser-me-ão concedidas. Rogai, pois, a Jesus por mim. Ó Maria, minha Rainha, em vós confio, nesta esperança vivo, nela repouso, com ela desejo morrer. Amen.
As Mais Belas Orações de Santo Afonso, Coordenadas pelo Pe. Saint-Omer, Redentorista e vertidas para o vernáculo por D. Joaquim Silvério de Sousa, Editora Vozes, 1961.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico