Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
A Confissão dos pecados

Oração preparatória para a confissão

Soberana e adorável Majestade, em cuja presença me prostro, eu Vos adoro e reconheço por meu Deus, meu Criador e meu Soberano Redentor, eu Vos respeito e temo como a meu justo Juiz, e como se houvera de comparecer perante Vosso tremendo tribunal, desejo examinar minha vida para que depois de conhecer minhas culpas possa confessar-me delas, e merecer o perdão por Vossa infinita misericórdia. Graça Vos dou, clementíssimo Deus, porque me tivestes da Vossa mão para que não cometesse ainda maiores crimes, porque me não chamastes a juízo estando em pecado, e porque me deixastes chegar ao dia da reconciliação, em que, na pessoa de Vosso ministro, me esperais no tribunal da penitência, para me ouvirdes como Pai, e me curardes como Médico. Se até agora tenho sido ingrato, proponho, Deus meu, de agora em diante ser reconhecido a tantos benefícios que de Vossa liberal mão tenho recebido.

Ofereço-Vos, Senhor, tudo o que vou fazer para me dispor a receber o Sacramento da penitência o mais dignamente que me for possível: a indagação exata e rigoroso exame dos meus pecados, a contrição que procurei ter por Vosso amor, o propósito firme de não tornar a ofender-Vos, a humildade de confessar minhas culpas a Vosso ministro, o aceitar e cumprir fielmente a penitência que ele me der; tudo isto Vos ofereço; e recebei-o, Senhor, para glória Vossa, para satisfação das ofensas feitas à Vossa divina Majestade, para expiação de minhas fraquezas e muitos pecados, para aplicar Vossa justiça contra mim justamente indignada, para mitigar o rigor dos castigos que tenho merecido, para humilhar minha soberba, que contra Vós se levanta; em fim, para alcançar de Vossa paternal bondade o inapreciável favor de tornar a entrar em Vossa graça, e me receber o auxílio necessário para Vos ser fiel e não tornar mais a ofender-Vos.

Deus de piedade, tende compaixão de mim, que sou um grande pecador! Vós que observastes todos os meus passos, que vistes todas as minhas ações, que ouvistes todas as minhas palavras; a quem são patentes todos os pensamentos de minha alma, e todos desejos e inclinações de meu coração, alumiai-me para que eu delas me lembre, e me arrependa das ofensas que por negligência ou malícia Vos tenho feito. Vinde, luz verdadeira, dissipai as trevas que obscurecem o meu espírito, para que conheça o bem que perco perdendo-Vos a Vós, e sinta o mal que padeço vivendo fora de Vossa graça. Agora mais que nunca preciso de Vosso auxílio, concedei-m’o, Senhor, senão porque Sois Deus de bondade e de misericórdia: tocai-me o coração para que se renda à penitência e se arrependa; dai lágrimas a meus olhos para que chorem pecados tantos e tão feios, e mereça, o exemplo de todos eles e a graça de nunca mais pecar. Amen.

Manual da Missa e da Confissão, Contendo os Principais Exercícios de Devoção, Winterberg. J. Steinbrenter, 1928.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico