Jacques de l'Ange, Alegoria da Vaidade, 1642 - Public Domain - Wikimedia Commons

1. “Tudo é vaidade”. Vaidade são as riquezas, as honras, os divertimentos. Vaidade em si, para nós, perante Deus e para a eternidade. Os bens da fortuna são limitados. A maior parte dos homens fica sem eles por toda a vida. Mas, ainda que tenham tudo quanto o mundo possa dar, este não sacia; antes, qual água do mar, aumenta a sede. O abismo de querer, jamais será cheio, pois não tem fundo. O imoderado desejo de gozar prejudica, como veneno, a saúde da tua alma e causa nojo dos bens eternos que, de preferência a todos, deves aspirar.

2. É de pouca duração o que o mundo dá. Só pode dar por pouco tempo; e desse por toda a vida! Não é passageira tua vida como um sonho? O que são 50 e 100 anos no mar da eternidade? Hoje, talvez, riqueza, glória, saúde, amor e felicidade; amanhã, a última lágrima dos olhos a se fecharem. Só um bem sacia a sede: Deus. “É inquieto o coração até que repouse no Senhor”. Se não achares repouso e felicidade, sem fim e sem medida, em Deus, que será de ti? Nasceste para coisas sublimes. O mundo, que jamais poderá encher o vácuo do coração, não é digno de ti.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 13 de dezembro de 2024 por Arsenal Católico

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