1. O humilde goza de grande paz e tranquilidade. Que é que poderia roubar-lhas? Censuras, em vez de o entristecerem, alegram-no, porque julga merecê-las, ou, pelo menos, tê-las merecido em outras ocasiões. Injúrias e calúnias não o perturbam; os bens da terra e a prosperidade não o ensoberbecem; a preferência dada a outros não o aflige; faltas de atenção não o abatem, não havendo nada que lhe possa roubar a tranquilidade. Se não gozas desta paz constante, examina-te se não é por falta de humildade.
2. a) Da humildade nascem todas as mais virtudes. Ela é o fundamento da castidade. O amor ao próximo e a obediência tornam-se fáceis e agradáveis, quando te desprezares a ti mesmo. A humildade conserva na virtude, faz fugir das tentações e recorrer sempre à fonte da força. Maria foi exaltada, porque era humilde.
b) Usas dos meios necessários para alcançares esta virtude? Ou estás antes acostumado a falar quase só de ti, exaltar-te, reclamar atenções e distrações, procurar honras, fugir a todas as humilhações, ocupar-te de ti em teus pensamentos e sonhos de futuro?
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico