Então os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se no pátio do sumo sacerdote, chamado Caifás (Mt 26, 3). Estavam indignados com as palavras duras que o Senhor havia falado. Decidiram prender Jesus depois da Páscoa, para não chamar a atenção do povo. Como Jerusalém estaria cheia de peregrinos procedentes de todas as partes, muitos dos quais haviam recebido graças de Jesus, era perigoso prendê-lo nestes dias, poderia haver uma revolta popular. Mas tudo aconteceu de maneira oposta: usaram de violência e o mataram. Judas pode ter sido o motivo da mudança de plano. Entretanto os planos dos homens nada são perto dos desígnios de Deus.
Judas não compartilhava mais dos mesmos ideais do grupo, sentia-se como um inimigo de Cristo. Após o banquete em Betânia estava preocupado, pois tinha conhecimento que os fariseus queriam eliminar Jesus, era perigoso ser um discípulo. Sendo assim procurou os príncipes dos sacerdotes e ofereceu-se para entregá-lo. Desta maneira ganhava dinheiro e poderosos amigos.
Eles se alegraram ( Lc 22, 5), porque Judas era um discípulo. Ficou combinado o preço de trinta moedas de prata, valor que o traidor achou justo e desde aquele instante, procurava uma ocasião favorável para entregar Jesus (Mt 26, 16).
Jesus Cristo sempre esteve com o domínio da situação, entregou-se para morrer porque desejava. Chegou a Jerusalém no Domingo de Ramos e nos dias subsequentes foi de Betânia para Jerusalém em várias ocasiões. Quanto mais próximo estava o momento da entrega, mais se aproximava do local da Paixão. Chegado o momento, anuncia aos discípulos a morte humilhante e o início da Redenção: Sabeis que daqui a dois dias será Páscoa, e o Filho do homem será traído para ser crucificado (Mt 26, 2).
Esta foi uma síntese, para entender e meditar com mais profundidade a Sagrada Paixão de Jesus Cristo.
A Paixão do Senhor, Luis de La Palma, 1624.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico