Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico

Para conservarem a Fé, devem os católicos ser puros e castos

A desonestidade avilta o homem à condição dos irracionais, e transforma o cristão em réprobo. E como pode um irracional ou um réprobo possuir e conservar a Fé? O homem animal, diz energicamente o Apóstolo São Paulo, não percebe as coisas do Espírito de Deus, (1) as verdades da Fé. E São Jerônimo afirma jamais ter encontrado um fabricante de heresias que fosse casto. A maior parte dos apóstatas, para não dizer todos, tiveram na luxúria a causa da sua apostasia. Basta lembrar os nomes dos libidinosos que fundaram o protestantismo: Lutero, Zwinglio, Calvino, Henrique VIII, Isabel da Inglaterra, viviam no maior desregramento de costumes, e não há protestante que ouse lealmente contradizer o testemunho da História a tal respeito.

Perguntai aos infelizes transfugas do catolicismo quando começaram a duvidar da Fé. Se forem sinceros, hão de confessar que as primeiras dúvidas coincidiram com as primeiras violações do sexto mandamento.

A Fé supõe a moralidade; e onde falta a segunda, deve também faltar a primeira. Quando, pois, topardes um impugnador da Fé católica, um inimigo da Igreja, em regra podeis concluir, sem receio de errar, que o seu coração não deve primar pela honestidade.

No que vos concerne, procurai manter o vosso coração ilibado, saturado pelos aromas da pureza, porque só esta conserva a Fé na sua integridade, consoante a palavra de Nosso Senhor: Bem-aventurados os limpos de coração, porque estes verão a Deus. (2)

A Propaganda Protestante e os Deveres dos Católicos, Carta pastoral, Dom Fernando Taddei da Congregação da Missão, 1929.

(1) Animalis homo non percipit ea quae sunt Spiritus Dei. – 1 Cor., 2, 14.
(2) Beati mundo corde, quoniam ipsi Deum videbunt. – Math., 5, 8.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico