Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Uma jovem na igreja [croped], Anton Thiele, antes de 1874, Public Domain - Wikimedia Commons.jpg

Sê casto

1. Puro é quem sujeita a carne ao espírito, subtraindo ao serviço das baixas inclinações a imaginação, a memória, o pensar, querer e sentir, olhos, ouvidos, boca e mãos. Virtude tão estimável é um vaso precioso, mas muito quebradiço. Não há nada para onde a natureza corrupta se incline, sem cessar, com tanta veemência, como para o lado dos prazeres sensuais. Talvez passem anos sem graves combates; de repente, desencadeia-se verdadeiro furacão. Além disto outros perigos ameaçam a santa pureza: o impetuoso combate do mundo, as más companhias, o próprio anjo impuro. Quantos cuidados por isso são precisos!

2. A santa pureza deve ser apoiada pelo baluarte do temor de Deus, para que seja preservada de insolentes assaltos e para que cresça. Este temor de Deus em momento de tentações faz exclamar: “Como poderia eu cometer tamanha maldade e pecar contra meu Deus, diante de seus olhos!” Esse temor, em horas críticas, apresentará exemplos positivos dos castigos da justiça divina e fará dizer: “Antes morrer do que pecar! Passageiro é o gozo, mas o castigo, eterno. Se a morte me surpreender, qual será a minha sorte?” Luta, pois, sem cansar. O prêmio eterno é indescritivelmente grande.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico