Reflexão e Conversão

A Missa explicada

I – POR QUATRO MOTIVOS O SACRIFÍCIO DA MISSA É OFERECIDO A DEUS:

  1. Adoração, que significa amor e culto a Deus como Criador e Senhor de todas as coisas.
  2. Satisfação, que significa reparação a Deus pelos pecados que cometemos.
  3. Ação de graças, que significa agradecimento a Deus pelo seu amor e bondade.
  4. Petição, que significa pedido a Deus do que necessitamos ou necessitam os outros.

A Missa realiza cada um desses quatro pontos do modo mais agradável a Deus. Por isso a Igreja ordenou fôssemos à Missa nos domingos e dias santos de preceito.

Compreendendo que Nosso Senhor desce realmente sobre o altar na Missa, assistimos a ela não apenas porque nos é mandado, mas porque queremos estar com Ele.

Associamo-nos ao sacerdote quando ele oferece a Deus os grandes atos e preces da Missa.

Isso significa assistirmos à Missa.

Estaremos mais preparados para assistir à Missa quando conhecermos a Missa.

Na Missa há muitos mistérios.

Mistério é algo que sabemos ser verdade, mas não podemos compreender inteiramente.

Por exemplo, sabemos que as flores nascem de sementes, mas não podemos compreender como.

Sabemos que um pequeno ovo azul transforma-se num passarinho, mas não entendemos como.

É fácil acreditar nesses e noutros mistérios diários. Vemo-los ao repor de nós.

É também fácil crer nos mistérios de nossa Religião porque Deus, por intermédio de sua Igreja, a Igreja Católica, nos afirma serem verdadeiros.

Esta crença chama-se Fé.

O Sacerdote usa vestes especiais quando celebra a Missa. Essas vestes são semelhantes às vestes usadas no tempo em que Nosso Senhor viveu na terra como homem. São chamadas paramentos, isto é, vestimentas.

Nos primeiros tempos da Igreja, usava-se o latim na Missa.

A Missa é ainda hoje rezada em latim.

Isso porque as palavras latinas não mudam de significação. As palavras que usamos na linguagem moderna mudam muitas vezes de sentido. O sentido da Missa nunca mudará. Por isso a Missa é ainda hoje rezada em latim.

Em nossos missais a Missa é impressa em latim e também em português. Missal é o livro de Missa. Quando soubermos, leremos e compreenderemos a missa em nossos missais.

II – VAMOS À MISSA

Entramos em silêncio na Igreja onde em breve começará a Missa.

Mergulhamos nossos dedos na pia de água benta, pertinho da porta. Com uma gota de água benta em nossos dedos, benzemo-nos, fazendo o sinal da Cruz. Dizemos: “Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.”

Com isso significamos fazer tudo para Deus.

Quietos, dirigimo-nos aos nossos lugares.

Antes de nos sentar, fazemos uma genuflexão, tocando com o joelho direito no soalho.

Mostramos assim nossa reverência e amor a Deus.

Sempre saudamos deste modo a Nosso Senhor no altar ao entrarmos na sua Igreja.

III – VEMOS O ALTAR PREPARADO PARA A MISSA

Ainda não vemos o Padre, porque a Missa não começou. Sabemos, no entanto, que está vestindo os paramentos na sacristia. A sacristia é a sala na qual estão guardadas as alfaias sagradas e as vestes que se usam na Missa.

Rezamos pedindo a Deus nos auxilie a participarmos dignamente do Sacrifício que em breve vai realizar-se.

O coroinha, chamado também acólito ou sacristão, vem da sacristia e acende as velas no altar. As velas acesas nos recordam que Nosso Senhor Jesus Cristo é a luz do mundo.

O ato de acender as velas significa que a Missa vai começar logo. O acólito volta à sacristia e de lá vem com o Padre. Dirigem-se para o pé do altar.

O Padre começa o Santo Sacrifício da Missa.

IV – APROXIMAMO-NOS DO ALTAR DE DEUS

Estamos, quietos, sentados em nossos lugares.

Quando o Padre entra, levantamo-nos corretamente. Mostramos com isso respeito para com ele, pois é o representante de Deus.

O Padre fica em pé e o acólito se ajoelha nos degraus do altar. Ambos fazem o sinal da Cruz.

O Padre começa a oração: “Entrarei até o altar de Deus”.

Ao começar as orações, ajoelhamo-nos direitinho, mostrando nossa reverência a Deus.

Fazemos o sinal da Cruz e rezamos também.

V – ARREPENDEMO-NOS DE NOSSOS PECADOS

O Padre inclina-se e reza a oração chamada Confíteor. Começa com as palavras: “Confíteor Deo Omnipotenti”, isto é, “Eu me confesso a Deus Todo-Poderoso”. Nessa oração o Padre confessa a Deus seu arrependimento pelos pecados que cometeu. Pede à Virgem Santíssima e a todos os Santos do céu implorem a Deus que lhe perdoe.

O acólito reza o mesmo. Todas as orações proferidas pelo Acólito na Missa, reza-as não só em seu nome, mas também em nome de todo o povo reunido na igreja.

Pedimos nos perdoe e nos auxilie a sermos bons. Pedimos também à Virgem Santíssima e aos Santos que rezem por nós.

VI – COMEÇAMOS A MISSA

O Padre sobe os degraus e, beijando o altar, manifesta reverência a Deus e aos Santos.

Pede a Nosso Senhor que o ajude no oferecimento da Missa. Pede aos santos que rezem a Nosso Senhor por ele enquanto celebra a Missa.

O Padre dirige-se para o lado direito do altar e lê uma oração do Missal, grande livro de Missa colocado sobre o altar.

Estamos ainda no princípio da Missa, por isso essa oração é chamada Intróito. Intróito quer dizer entrada.

Pedimos a Nosso Senhor que prepare nossas inteligências e nossos corações para o santo Sacrifício.

Começamos a missa com o Padre.

VII – PEDIMOS A MISERICÓRDIA DE DEUS

O Padre dirige-se ao meio do altar.

Como o acólito, reza três vezes em louvor a Deus Pai: ·”Kyrie, eléison”, isto é: “Senhor, tende misericórdia de nós”. Continuam rezando três vezes a Deus Filho: “Christe, eléison”, isto é: “Cristo, tende misericórdia de nós”. Concluem dizendo três vezes a Deus
Espírito Santo: “Kyrie, eléison”, “Senhor, tende misericórdia de nós”.

Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são as três Pessoas Divinas em um só Deus. São chamados Santíssima Trindade.

Desejamos com todo o nosso coração sermos verdadeiramente dignos de assistir à Missa.

Para isso pedimos à Santíssima Trindade muito ardentemente que nos perdoe os pecados e tenha misericórdia de nós.

VIII – CANTAMOS O HINO DOS ANJOS

O Padre está no meio do altar.

Diz a oração chamada Glória. Começa com as palavras: “Glória a Deus nas alturas”. São essas as palavras que os anjos cantaram na noite em que nasceu Nosso Senhor.

No Glória, o Padre louva a Deus, bendiz a Deus, adora a Deus, dá glória a Deus, agradece a Deus.

O Padre faz isso em seu próprio nome e em nome de todo o povo.

Louvamos a Deus porque Ele nos criou a nós e a todas as coisas.

Adoramos a Deus por ser Ele bom.

Agradecemos-Lhe por Sua bondade para conosco.

Pedimos-Lhe nos perdoe todos os pecados que cometemos.

IX – APRENDEMOS A SER BONS CATÓLICOS

O Padre beija o altar e volta-se para nós. Diz: “Dominus vobiscum”, “O Senhor seja convosco”.

Diz-nos isto várias vezes durante a Missa. Respondemos: “Esteja também contigo” ( Et cum spíritu tuo, “E com teu espírito”. O povo então deseja que Deus esteja também presente na alma do sacerdote, pela sua graça santificante.). (1)

O Padre vai ao lado direito do altar e diz: “Oremus”, isto é: ‘”Rezemos”. Mais uma vez ele lê orações do missal. Nessas orações manifestamos nossos pedidos.

Dizemos a Deus o que precisamos. Em seguida o Padre lê uma lição do missal. Ela ensina ao povo como viver para serem bons católicos. A maioria dessas lições foram escritas há muito tempo pelos santos e enviadas à Igreja como cartas. Assim esta lição é chamada epístola ou carta.

X – ESCUTAMOS O EVANGELHO

O Padre lê o Evangelho. Repete ensinamentos de Nosso Senhor e por isso o Evangelho é chamado a palavra de Deus. O Padre prepara-se para ler a palavra de Deus, inclinando-se e dizendo a oração seguinte: “Munda cor meum”, isto é: “Purifica meu coração e meus lábios”.

O acólito leva o missal para o lado esquerdo do altar.

O Padre começa em latim: “O Senhor seja convosco”. Em seguida lê o Evangelho. Depois disso levanta o missal e beija-o.

Levantamo-nos para mostrar nosso respeito pela palavra de Deus. Fazemos o sinal da Cruz em nossa testa, lábios e coração. Pedimos a Deus que nos conceda entender a sua palavra, esteja ela em nossos lábios e a amemos em nossos corações.

XI – OUVIMOS O SERMÃO

O Padre volta-se para nós. Lê-nos o livro de avisos aos paroquianos. De um outro livro lê-nos a epístola. Sentamo-nos tranquilamente e escutamos. Depois o Padre lê o Evangelho em português. De novo levantamo-nos imediatamente, para mostrar nossa reverência ao Evangelho. Escutamos com atenção. Quando o Padre termina a leitura, sentamo-nos.

O Padre principia o sermão. Nele explica-nos a epístola ou o Evangelho. Ensina-nos como devemos ser bons católicos.

Ouvimos e aprendemos.

XII – MANIFESTAMOS NOSSA FÉ CATÓLICA

O Padre dirigir-se ao meio do altar.

Reza a oração chamada Credo. No Credo enumeram-se as doutrinas da Igreja. Esta oração começa com as palavras: “Credo in unum Deum”, isto é: “Creio em um só Deus”.

Levantamo-nos e também dizemos a Deus que acreditamos Nele e em todas as verdades que a sua Igreja nos ensina.

Quando chegamos à frase que diz que Nosso Senhor “se fez homem”, ajoelhamo-nos juntamente com o Padre. Com isso mostramos nosso amor e agradecimento a Nosso Senhor por sua vinda à terra.

Sua vinda foi o maior acontecimento na história do mundo.

XIII – OFERECEMOS O PÃO A DEUS

O Padre beija o altar, volta-se para nós e diz, em latim: “O Senhor seja convosco”.

No altar estão o cálice e a patena. O cálice é uma taça de ouro que vai conter o vinho. A patena é um prato de ouro no qual repousa o pão.

O Padre diz: “Oremus” o que significa “Rezemos”. E descobre o cálice. Toma a patena com a mão e levanta-a. Oferece o pão a Deus.

Esta parte da Missa é chamada Ofertório ou oferecimento.

Sentamo-nos tranquilamente. Dizemos a Deus que nós, com o Padre, Lhe oferecemos o pão.

Oferecemos o pão a Deus por nós mesmos, por nossa família e amigos, vivos e defuntos.

XIV – OFERECEMOS A DEUS O VINHO

O acólito traz vinho e água para o Padre.

O Padre derrama o vinho no cálice. Acrescenta ainda uma gotinha d’água. Isso nos recorda que Nosso Senhor foi tanto homem como Deus. O vinho representa sua natureza divina; a água, sua natureza humana.

Em seguida o sacerdote, elevando o cálice, oferece o vinho a Deus. Pede ao Espírito Santo queira abençoar o pão e o vinho, pois em breve serão transformados no Corpo e Sangue de Nosso Senhor.

Estamos sentados tranquilamente. Dizemos também a Deus que Lhe oferecemos o vinho, nós e o sacerdote.

Oferecemos o vinho a Deus como oferecemos o pão. Oferecemo-lo por nós, por nossa família e pelos amigos, vivos ou defuntos.

XV – PEDIMOS A DEUS NOS TORNE PUROS

Em seguida, há uma cerimônia com um fim muito particular. E’ chamada Lavabo, que significa lavarei.

O acólito traz a água, um prato e uma pequena toalha de linho. Derrama a água sobre os indicadores e polegares do sacerdote.

O sacerdote reza: “Lavarei as minhas mãos entre os inocentes”. Enxuga depois os dedos e vai ao meio do altar.

O sacerdote não lava suas mãos para limpá-las, pois elas já estão limpas.

Lava-as para mostrar que nós todos devemos limpar de pecados nossos corações e almas, antes que Nosso Senhor desça sobre o altar.

Estamos sentados tranquilamente. Pedimos a Deus que nos conserve inocentes e puros.

XVI – REZAMOS À SANTÍSSIMA TRINDADE

O sacerdote oferece agora o pão e o vinho à Santíssima Trindade por meio de uma oração especial. Começa assim: “Suscipe, Sancta Trinitas”: “Recebei, ó Trindade Santa”.

Nessa oração o pão e o vinho são oferecidos em memória da morte de Nosso Senhor na Cruz, de sua Ressurreição e Ascensão aos céus. São oferecidos em honra de Maria Santíssima e de todos os santos.
São oferecidos igualmente pela salvação do sacerdote e por nossa própria salvação.

Estamos sentados quietos e rezamos à Santíssima Trindade.

Pensamos na última ceia de Nosso Salvador com seus amigos, na sua morte na Cruz, na sua Ressurreição dos mortos e sua Ascensão aos céus.

XVII – PEDIMOS AGRADE A DEUS NOSSA MISSA

O sacerdote beija o altar.

Volta-se para nós e diz: “Orate, fratres”, “Orai, irmãos”.

Com essa oração nos anima a pedir com ele para que Deus aceite nosso sacrifício.

Estamos sentados tranquilamente e pedimos a Deus aceite o oferecimento do pão e do ·vinho e nossa própria oferta de amor.

Pedimos-lhe amor, proteção, bênção para os membros da Santa Igreja.

O sacerdote reza em seguida uma oração na qual pede a Deus o torne digno do grande ato que em breve vai realizar-se. Este ato é a mudança do pão e vinho no Corpo e Sangue de Nosso Senhor.

XVIII – PREPARAMO-NOS PARA A CHEGADA DE NOSSO SENHOR

O sacerdote prepara-se para rezar a oração chamada Prefácio.

Prefácio significa preparação. A oração mostra que estamos nos preparando para receber Nosso Senhor, que descerá em breve sobre o altar.

Antes, porém, diz o sacerdote ainda algumas breves orações. Pede que Deus esteja sempre conosco e nos convida a elevar nossos corações a Ele.

Começa o Prefácio. Levantamo-nos.

Essa oração nos ensina que é digno e justo, razoável e proveitoso para nossas almas dar graças a Deus em todos os tempos e lugares.

Também nos ensina que todos os anjos louvam e adoram a Deus eternamente no céu.

XIX – PENSAMOS EM DEUS E EM SEUS ANJOS

O sacerdote conclui o Prefácio e diz: “Sanctus, Sanctus, Sanctus,” “Santo, Santo, Santo”.

São as palavras com as quais os anjos adoram a Santíssima Trindade.

O acólito toca a campainha três vezes, avisando-nos que devemos estar preparados para a chegada de Nosso Senhor.

Ajoelhamo-nos bem direitinho. O momento mais maravilhoso da Missa está se aproximando.

O pão e o vinho continuarão a parecer pão e vinho. Hão de transformar-se, contudo, no Corpo e Sangue de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

XX – REZAMOS POR NÓS MESMOS E POR TODO O POVO

O sacerdote reza pelos católicos de todo o mundo. Pede a Deus abençoe e guie o Papa, nossos Bispos e Padres. Rezamos também por eles.

O sacerdote reza por todas as pessoas que assistem a essa Missa. Rezemos por nossos parentes e amigos e por todas as pessoas presentes. Isso se chama: O memento dos vivos, pois pedimos a Deus lembre-se Ele daqueles que ainda vivem.

O sacerdote implora novamente a bondade da Mãe de Deus e de todos os Santos. Confiado nessa bondade, pede a Deus que nos proteja.

É hora do Communicantes ou Comemoração dos Santos. Lembra-nos que todos aqueles que amam a Deus na terra são auxiliados por todos os que estão com Ele no céu.

Pedimos a Deus que nos abençoe em memória da bondade de Maria Santíssima e de todos os Santos.

XXI – O PÃO SE TRANSFORMA NO CORPO DE NOSSO SENHOR

O sacerdote estende suas mãos sobre o pão e o vinho e de novo oferecemos a Deus.

O acólito toca a campainha.

O sacerdote toma o pão entre seus indicadores e polegares. Profere as palavras: “HOC EST ENIM CORPUS MEUM”, o que significa: “ISTO E’ O MEU CORPO”. As mesmas palavras Nosso Senhor proferiu na última ceia.

Pronunciadas estas palavras, o pão se transforma no Corpo de Nosso Senhor pelo poder de Deus Onipotente.

É a Consagração. Consagrar significa fazer santo.

Estamos ajoelhados devotamente, manifestando nossa reverência. Ficamos bem quietos. Nossa atenção está presa ao que se realiza no altar.

XXII – ADORAMOS A NOSSO SENHOR

O sacerdote ajoelha-se.

Ergue Jesus Cristo na sagrada Hóstia, para que possamos adorá-lo.

É a elevação da Hóstia. Elevar significa levantar.

O sacerdote coloca a sagrada Hóstia no corporal, um pequeno pano de linho que estendeu sobre o altar no início da Missa. Ajoelha-se mais uma vez.

O acólito toca a campainha três vezes para indicar que Nosso Senhor está real e verdadeiramente presente no altar.

Quando o sacerdote eleva a sagrada Hóstia, olhamos para ela.

Dizemos então em nossos corações: “Meu Senhor e meu Deus”.

Inclinamos então nossas cabeças. Rezamos a Nosso Senhor, saudando-o em nossos corações. Permanecemos reverentes.

XXIII – O VINHO MUDA-SE NO SANGUE DE NOSSO SENHOR

O sacerdote toma o cálice.

Não o toca com os seus indicadores. Os dedos que tocaram a sagrada Hóstia não devem tocar nada durante a santa Missa.

E diz: “HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEl”, o que quer dizer: “ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE”.

As mesmas palavras Nosso Senhor proferiu na última ceia.

Quando pronuncia essas palavras, o vinho muda-se no Sangue de Nosso Senhor pelo poder de Deus Onipotente.

Conservamo-nos ajoelhados, mostrando nossa reverência. Não fazemos nenhum ruído. Pensamos somente no que está acontecendo no altar.

Estamos na segunda parte da Consagração.

XXIV – ADORAMOS A NOSSO SENHOR

O sacerdote coloca o cálice no altar. Ajoelha-se.

Ergue o cálice de modo que possamos adorar nele Jesus Cristo Nosso Senhor.

É a Elevação do cálice.

O sacerdote repõe o cálice no altar. Ajoelha-se novamente.

O acólito toca a campainha três vezes, para nos dizer que Nosso Senhor está real e verdadeiramente presente no altar.

Quando o sacerdote eleva o cálice, olhamos para ele.

Dizemos recolhidos: “Meu Jesus, misericórdia”.

Inclinamos nossas cabeças.

Rezamos a Nosso Senhor em nossos corações.

Permanecemos bem quietos.

XXV – OFERECEMOS O CORPO E O SANGUE DE NOSSO SENHOR

O sacerdote lê uma oração que nos lembra os sofrimentos de Nosso Senhor, Sua morte e ressurreição, Sua ascensão aos céus.

Oferece o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor a Deus. Pede a Deus que abençoe todas as pessoas que recebem o Corpo e o Sangue de Jesus.

Reza pelas almas dos mortos que estão no purgatório. Reza para que entrem logo no céu.

É o Memento dos mortos. Nele pedimos a Deus lembre-se dos que morreram.

O sacerdote reza para que nós um dia estejamos com Deus e os seus santos no céu.

Rezamos pelas almas que estão no purgatório.

Rezamos para que um dia estejamos com, Deus e seus santos no céu.

XXVI – REZAMOS O PAI-NOSSO

Rezamos agora o Pai-Nosso. Primeiro o sacerdote diz em latim: ‘”Oremus”, “Rezemos”. Continua depois: “Pai Nosso”.

Começa assim: ·”Pater noster, qui es in caelis”, “Pai Nosso, que estais no céu”.

Rezamos o Pai-Nosso.

Pensamos em Deus no céu, e louvamos o seu nome. Pedimos que todos na terra O louvem e O sirvam como a Virgem Santíssima e os santos e anjos O louvam e O servem no céu. Pedimos-Lhe alimento para nossos corpos e nossas almas. Rogamos nos perdoe por termos praticado o mal.

Prometemos perdoar o mal feito a nós por outrem. Pedimos nos afaste das coisas que levam a praticar o mal.

XXVII – REZAMOS AO CORDEIRO DE DEUS

O sacerdote prepara-se para receber Nosso Senhor na santa Comunhão.

Primeiramente parte a sagrada Hóstia. Diz então palavras latinas que significam: “A paz do Senhor esteja sempre convosco”.

Lança em seguida uma das partes da sagrada Hóstia no precioso Sangue. Pede a Deus santifique aqueles que vão receber o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor.

Em seguida o sacerdote reza a Nosso Senhor, chamando-o: “Agnus Dei”, isto é: “Cordeiro de Deus”. Era costume oferecer cordeiros a Deus pelos pecados do povo. Nosso Senhor ofereceu-se a si mesmo a Deus por nossos pecados. Por isso O chamamos ·”Cordeiro de Deus”.

O sacerdote pede ao Cordeiro de Deus que tenha piedade de nós e nos dê a paz.

XXVIII – VEMOS O PADRE RECEBER A COMUNHÃO

O sacerdote lê algumas orações pedindo para receber devidamente a Comunhão. Ajoelha e diz: “Tomarei o Pão Celestial”. Pão Celestial, nome para a sagrada Comunhão.

Em seguida diz a oração: “Domine, non sum dignus”., três vezes, “Senhor, eu não sou digno”.

Ao mesmo tempo, o acólito toca três vezes a campainha. Ao som da campainha, abaixamos a cabeça e rezamos com o Padre: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma só palavra e minha alma será salva”.

Agora o sacerdote recebe o Corpo de Cristo na sagrada Hóstia que já partiu. Rende graças a Deus.

Recebe também o precioso Sangue.

Estamos ajoelhados devotamente e rezamos.

XXIX – PREPARAMO-NOS PARA RECEBER A COMUNHÃO

O sacerdote abre a porta do tabernáculo e ajoelha-se. Tira dele o cibório e descobre-o. Cibório é um cálice de ouro onde se guardam as hóstias pequenas ou partículas.

O acólito diz o Confíteor em latim. Rezamos o Confíteor ou então um ato de contrição.

O sacerdote volta-se para nós e traça uma Cruz com a mão direita, pedindo a Deus que nos perdoe nossos pecados.

Eleva em seguida a Hóstia para que possamos vê-la e diz: “Ecce Agnus Dei”. “Eis o Cordeiro de Deus”.

Olhamos para a sagrada Hóstia. Abaixamos depois nossas cabeças e silenciosamente pedimos a Nosso Senhor na sagrada Hóstia possamos recebê-lo dignamente.

XXX – RECEBEMOS NOSSO SENHOR

Abaixamos nossas cabeças.

Ajuntamos nossas mãos.

Vamos vagarosamente para a mesa da Comunhão.

Ajoelhamo-nos à mesa da Comunhão.

Quando o sacerdote nos traz a Comunhão, erguemos a cabeça. Abrimos nossos lábios, pomos para fora a língua, conservamos fechados os olhos.

O acólito segura um pratinho de ouro debaixo de nosso queixo. Nem o menor pedacinho da Hóstia consagrada deve cair no chão.

·O sacerdote coloca a Hóstia em nossa língua.

NOSSO SENHOR ESTA CONOSCO.

O sacerdote diz a oração: “Corpus Domini Nostri Jesu Christi”, “O Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo guarde a tua alma para a vida eterna”.

XXXI – NOSSO SENHOR ESTÁ EM NÓS

Voltamos devotamente para nossos lugares.

Não olhamos para ninguém.

Ajoelhamo-nos e inclinamos a cabeça.

NOSSO SENHOR ESTA CONOSCO

Falamos-Lhe do a·mor que lhe dedicamos.

Agradecemos Sua visita ao nosso coração.

Pedimos-Lhe o que precisamos.

Rezamos pelos nossos parentes e amigos.

Rogamos-Lhe que nos conserve unidos a Ele para sempre.

XXXII – PEDIMOS A NOSSO SENHOR QUE NOS CONSERVE PUROS

O sacerdote fecha o cibório, repondo-o no tabernáculo.

Em seguida o sacerdote deve tomar cuidado para que nenhuma gota fique no cálice. O acólito derrama um pouco de vinho no cálice. O sacerdote toma também esse vinho.

O sacerdote deve cuidar que nenhum pedacinho da Hóstia consagrada fique em seus dedos. Por isso põe seus indicadores e polegares sobre o cálice. O acólito derrama sobre eles um pouco de vinho e água. O sacerdote toma igualmente esse vinho e essa água. Enxuga os dedos, os lábios e o cálice. Cobre o cálice.

Estas são as abluções. Ablução significa lavar.

Levantamo-nos e nos sentamos corretamente.

XXXIII – PEDIMOS A NOSSO SENHOR QUEIRA PERMANECER CONOSCO

O sacerdote dirige-se ao lado direito do altar. Lê no missal uma oração chamada Communio. Uma bela oração tirada da Bíblia.

Em seguida vai ao meio do altar e diz: “O Senhor esteja convosco”.

Lê no lado direito do altar outra oração chamada Post-Communio, oração para depois da Comunhão. Pede a Deus que sejamos ajudados por Nosso Senhor presente em nossas almas. Pedimos que Nosso Senhor fique em nossos corações e em nossa vida.

Fecha o missal e vai ao meio do altar.

Estamos sentados tranquilamente durante essas orações.

XXXIV – RECEBEMOS A BÊNÇÃO

O sacerdote beija o altar e diz em latim: “O Senhor esteja convosco”.

Depois: “Ite, missa est.” “Ide, a missa terminou.”

Volta-se novamente para o altar e reza a última oração à Santíssima Trindade.

Ajoelhamo-nos.

O sacerdote volta-se para nós mais uma vez e traça uma Cruz com a mão direita. Ao mesmo tempo diz: “O Deus Onipotente, Pai, e Filho, e Espírito Santo, vos abençoe”.

Fazemos o sinal da cruz e dizemos baixinho: Amém.

XXXV – OUVIMOS O ÚLTIMO EVANGELHO

A última parte da Missa é o Evangelho de São João. Descreve ele a vinda de Nosso Senhor à terra.

O sacerdote vai ao lado esquerdo do altar, onde lê o último evangelho. Levantamo-nos.

O sacerdote faz o sinal da Cruz na testa, nos lábios e no coração.

Fazemos o mesmo. Fizemo-lo também no primeiro Evangelho. Rezamos agora a mesma oração como então.

O sacerdote diz o último Evangelho. Quando reza: “E O VERBO SE FEZ CARNE”, ajoelhamo-nos, mostrando com isso nossa reverência pela bondade do Redentor, que entre nós viveu como homem, sendo Deus.

Estamos no fim da Missa.

XXXVI – REZAMOS AS ORAÇÕES DE APÓS A MISSA

O sacerdote desce os degraus do altar. Juntamente com o acólito ajoelha-se, rezando as orações de após a missa.

Essas orações são ditas em português e o povo na igreja responde com o acólito.

Respondemos também.

Em seguida o sacerdote e o acólito retiram-se à sacristia.

Ficamos de pé até terem saído.

XXXVII – SAÍMOS E VAMOS VIVER PARA DEUS

A Missa terminou.

Ficamos ainda um pouco, agradecendo novamente a Nosso Senhor por ter vindo a nossos corações na Comunhão.

Em seguida deixamos piedosamente nossos lugares, ajoelhamo-nos e dizemos adeus a Nosso Senhor, no altar.

Molhamos respeitosamente os dedos na água benta, próxima à porta. Com um pouco de água benta nos dedos benzemo-nos, fazendo o sinal da Cruz.

Dizemos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Significa isso que tudo que fizermos fá-lo-emos para Deus.

Viemos piedosamente à igreja para adorar a Deus.

Saímos agora da igreja para viver para Deus.

Quando saímos da Missa devemos levar em nossos corações e em nossas almas tudo que a Missa nos ensinou e deu.

Ensinou-nos a viver como filhos de Nosso Senhor.

Deu-nos graças, tornando fortes nossas almas, auxiliadas por essas graças.

Seremos honestos, sinceros.

Seremos puros em pensamentos, palavras e obras.

Seremos bons, prestativos.

Seremos obedientes.

Seremos pacientes e generosos.

Então nossa vida diária manifestará que conhecemos A Missa.


A Missa Explicada – Para o lar, A Escola e A Igreja – Catherine Beebe, 1957

(1) parênteses nosso.

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