Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico

A Paixão do Senhor: Jesus diante do Pai

Não podemos expressar com palavras ou entender com o limitado conhecimento humano, a alegria de Deus diante do Filho Unigênito. Que alegria em ver o Filho defendendo-o e vencendo os inimigos pela obediência. Mostrando com força e valentia ao mundo: a Justiça, a Misericórdia e a Santidade.

Deus aceitou por um tempo, como suave odor, os sacrifícios dos animais. Mas o sacrifício do Filho, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, foi a perfeita oferenda, viva e agradável. Não aceitaria mais o sacrifício da Lei antiga, pois ela apenas representava e anunciava o Novo e Eterno Sacrifício.

O sacrifício do Senhor foi oferecido somente uma vez, e foi suficiente e repleto de graças para os homens de todos os tempos. Com um único sacrifício ficou aplacada a ira de Deus. A justiça foi feita e abriram-se as mãos da misericórdia, os pecados estavam perdoados e os homens voltavam a gozar da amizade de Deus. A vida eterna foi presenteada aos homens.

O Senhor prometeu a Noé: Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens, eu me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda espécie, e as águas nâo causarão mais dilúvio que extermine toda criatura. (Gn 9, 14-15). Jesus com os braços abertos na cruz foi um novo arco, sinal da Nova Aliança entre Deus e os homens. O arco lança uma flecha, que é Cristo, o Pai é vencido e abraça os homens ao invés de castigá-los.

Jesus Cristo amou os homens por amor a Deus; Deus se tornou Pai dos homens por amor ao Filho, Jesus Cristo. Que fortaleza é a esperança que temos em Jesus! Ele nos ama e pede por nós e o Pai nos perdoa. O Pai viu os sofrimentos que mereceram a nossa salvação.

Velai sempre, Pai e Filho, para que o amor do Espírito Santo nos santifique.

A Paixão do Senhor, Luis de La Palma, 1624.


Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico