Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Jean-Jacques Henner, Jovem orando [croped], entre 1849 e 1905, Museu Metropolitano de Arte, Domínio Público, Wikimedia Commons

A santa pureza

1. A santa pureza, a mais bela das virtudes, requer vigilância assídua. Antes de tudo guarda teus olhos, pois, por eles, as mais das vezes, entra a morte na alma. Suposto que um olhar indiscreto já não seja pecado, quão facilmente conduz ao mal! A curiosidade leviana de olhar para tudo e de querer tudo saber, a ociosidade, a falta de energia consigo mesmo, a repugnância à mortificação, tem reduzido fortalezas, até então nunca tomadas, a simples montão de cinzas. “Quem ama o perigo, nele há de perecer”. Prefere ser tido, nesta virtude, antes por exagerado, do que por leviano.

2. Vindo tentações, é da maior importância resistir-lhes imediatamente, e do modo mais enérgico. A irresolução, a tardança, muitas vezes é chorada, antes que se pense, no cárcere do pecado. Um espelho bem polido e limpo se embacia ao mais leve sopro. A centelha na roupa deixa uma queimadura; assim a pureza está sempre em perigo. O caminho do pecado é escorregadio; quem te segura os passos para não caíres no abismo? “Trazemos o tesouro da pureza em vaso quebradiço”. O que fazes para não cair?

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico